Exame de sangue poderá detectar câncer precoce

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Exame de sangue poderá detectar câncer precoce

Um exame de sangue que consegue detectar o câncer em estágio inicial está mais perto de se tornar realidade e reduzir a mortalidade da doença. Hoje, a maioria dos novos diagnósticos se refere a tumores já invasivos e que vão exigir combinação de tratamentos cirúrgicos, radioterápicos e a temida quimioterapia.

O novo estudo desenvolvido pelo grupo de Viktor Velculescu, da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, conseguiu materializar uma ideia que fragmentos de DNA de células que estão morrendo circulam no sangue. As células cancerosas também liberam DNA no sangue diferentes do DNA de uma célula normal.

O grupo da Johns Hopkins desenvolveu uma tecnologia capaz de analisar anormalidades em pouco mais de 50 genes fortemente correlacionadas ao câncer a partir de quantidades ínfimas de DNA no sangue.

Um grupo de pacientes que não tinha nenhum sintoma e que teve diagnóstico de câncer muito inicial, descoberto por acaso em exames de rotina teve amostras de sangue analisadas. Em 60% a 70 % deles, (dependendo do tipo de câncer) os autores do trabalho identificaram defeitos nos genes analisados.

Quando esses cientistas procuraram defeitos no DNA do sangue de indivíduos que não tinham nenhuma evidência de câncer, nenhuma amostra apresentava mutação. Segundo um dos autores do estudo, o oncologista brasileiro Alessandro Leal, este estudo já começou a ser expandido em uma grande população de indivíduos em um país europeu.

Se, de fato, formos capazes de descobrirmos 70% dos cânceres mais comuns em estágio inicial, teríamos uma redução proporcional na mortalidade causada por estes cânceres, e nos custos associados aos tratamentos destinados aos tumores avançados.

Outra vantagem deste método, pela sua simplicidade, seria o seu potencial para uso em massa, com impacto evidente em programas de saúde pública.

Obstáculos a serem vencidos – Falta aprimorar ferramentas genéticas que permitam saber que tipo de câncer foi identificado pelo estudo do DNA: pulmão, ovário, mama, se os casos com teste positivo evoluiria para um câncer invasivo com que periodicidade.

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