Ex aluna do IPESSP, pessoa com deficiência visual relata em pesquisa suas experiências como estudante

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Ex aluna do IPESSP,  pessoa com deficiência visual relata em pesquisa suas experiências como estudante

Ex aluna do IPESSP, pessoa com deficiência visual relata em pesquisa suas experiências como estudante

Com apenas 5% de visão, a farmacêutica Grayce França relatou no seu projeto de pesquisa, no XX Congresso Farmacêutico de São Paulo, toda experiência como estudante que viabilizou também a sua conclusão na Pós em Farmácia Clínica no IPESSP.

 

Moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ela se locomovia à capital Paulista, uma vez por mês, para assistir as aulas durante o final de semana. “Agradeço muito ao professor Sandro Januário do IPESSP que adaptava todas as provas e me deu toda a assistência para eu finalizar este curso com sucesso”, conta.

 

Grayce perdeu quase toda a visão durante a gestação de gêmeos. “Como tive problemas de saúde no meu nascimento com idas e vindas do hospital, sempre quis seguir uma profissão na área da saúde”, conta.

 

Ela conta suas dificuldades como estudante: “Minhas provas eram feitas especialmente para mim, escritas em fonte maior, para eu enxergar”. Grayce recebia auxílio de professores e até mesmo de colegas para acompanhar as aulas. “Os professores liam as questões das provas que eu não conseguia enxergar. Com as apostilas, meus colegas me ajudavam”, recorda.

 

Grayce vivenciou dificuldades no mercado de trabalho por falta de ações inclusivas. “Sofri preconceito, não confiavam na minha capacidade”, relata. Entre as dificuldades, ela aponta a falta de softwares específicos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, lupa eletrônica e a disposição do mobiliário no local de trabalho.

 

No Congresso em outubro, a ex-aluna do IPESSP foi a primeira deficiência visual a discursar no XX Congresso Farmacêutico de São Paulo. “Reivindiquei melhorias no tratamento e estudo de pessoas que não enxergam. Quero abrir caminhos para mais estudantes alcançarem os mesmos resultados que eu conquistei como deficiente”.

 

Entre outras ideias que ela sugeriu para as pessoas com deficiência visual, está a de produção de bulas especiais, em formato de áudio e braile.

 

Fonte: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/01/27/farmaceutica-deficiente-visual-luta-por-inclusao-na-area-quero-abrir-caminhos.ghtml

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